Hoje, resolvi falar um pouquinho de amor... Bem pouco, já que tenho a impressão de que esse será um tema recorrente por aqui...
Então, coloquei um poema de que gosto muito, e resolvi postar um pequeno texto, de autoria própria...
Fiz durante a aula de produção textual...
Espero que gostem...
Beijos desta aprendiz de jornalista com alguns parafusos a menos que vos fala...
O verbo no infinito
(Vinícius de Moraes)
Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar
Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.
E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito
E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito. . .
"Se se morre de amor..."
Morrer? Apesar de todo o romantismo, dificilmente isso ocorre.
Depois de tudo, toda a paixão vivida, a partilha de tantos momentos, beijos, abraços, carinhos...seu mundo cai.
Pronto! Você foi mais uma vítima do famoso pé na bunda!
E você chora, se desespera, pensa que sua vida vai acabar depois de tanta decepção. Começa a achar que nunca vai realizar o sonho do casamento... Filhos? Só se for mãe solteira...
Enfim, você decide de uma vez por todas que vai mudar.
Poesia? Flores? Chega! O romance não vai mais ter vez na sua vida!
Isso, é claro, até o próximo namorado, e o recomeço da história, pois como é de conhecimento de todos, uma ilusão de amor só se cura com outra do mesmo gênero...
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