Duas poesias minhas sobre a impossibilidade de esquecer o que um dia tocou nossa alma.
Agradecimentos especiais a Diego, que ao me pedir uma idéia, acabou me dando duas em troca, que originaram esses poemas - Obrigada!
A canção do inverno
(Mayra Farias da Silva)
E a neve caía...
Caía abafada
Onde mais nenhum som se ouvia
Era a neve... e mais nada
Mas então, no inverno,
Alguma coisa despertou,
E por um momento, que pareceu eterno
Aquela voz soou
E o som claro como cristal
Pairou no ar por um momento
E gravou-se, por final,
Dentro de seu pensamento
E como a flor que no inverno secou,
seguiu com o vento sua trajetória
Mas a lembrança ficou
Para sempre em sua memória
Mas já não como era antes,
Sua beleza se perdeu
E nada foi como nos instantes
Em que isso percebeu
E agora a estranha canção
Dentro dele tocava descompassada,
seguindo o ritmo de seu coração
que era como uma caixinha de música – quebrada
O lamento do vento
(Mayra Farias da Silva)
Falavam que ele era feliz
Pois era livre para voar
Retrucava: “Isso é que você diz,
A minha sina é caminhar.”
O destino do vento era fluir
Numa falsa liberdade
Mas como era triste prosseguir
Sem nunca alcançar a felicidade
E assim seguia o vento
Em sua eterna lamentação
De um a outro firmamento
De estação a estação
A sua rota ele seguia,
Era a missão que Deus lhe deu
Não descansava, não dormia,
Tinha apenas um sonho, a chamar de seu
Ele queria libertar-se
Para poder ir aonde quiser
Mas só lhe restava resignar-se
E lembrar-se do perfume e voz daquela mulher...
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Um comentário:
A primeira vez que eu encho o saco e consigo fazer algo de bom.
Como disse ontem, ficou genial o primeiro. O segundo somente tive o prazer de ler agora e ficou tão genial quanto o primeiro!
Você vai longe, e eu já tenho o prazer de ser o primeiro fã, no futuro serei o líder dos muitos outros.
Mas antes de ir embora um momento “To na tv”....Eba...Meu nome está ali! Uhuuuu!
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