quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O elo

Este próximo poema, seria a ligação entre os anteriores. Acho que nem preciso comentar que fui eu que escrevi, não é? ¬¬
Enfim... boa leitura! E espero que gostem! ^^

O grito da primavera
(Mayra Farias da Silva)

A neve caía
Quando ela acordou,
E apenas o som da neve se ouvia
Durante o tempo que passou.

Ainda não era a hora...
Algum dia seria?
Mas o momento não era agora
E isso não mudaria.

E então ela gritou.
Mas não foi o grito que se ouviu...
Quando sua voz soou,
Foi um canto que partiu

E o canto quebrou a quietude
E espalhou-se na imensidão,
E o que antes era solitude
Por um momento foi amplidão.

Mas assim como começou,
O canto foi acabar.
E novamente ela se deitou
Para um dia - quem sabe – despertar.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A canção do inverno e O lamento do vento

Duas poesias minhas sobre a impossibilidade de esquecer o que um dia tocou nossa alma.
Agradecimentos especiais a Diego, que ao me pedir uma idéia, acabou me dando duas em troca, que originaram esses poemas - Obrigada!

A canção do inverno
(Mayra Farias da Silva)


E a neve caía...
Caía abafada
Onde mais nenhum som se ouvia
Era a neve... e mais nada

Mas então, no inverno,
Alguma coisa despertou,
E por um momento, que pareceu eterno
Aquela voz soou

E o som claro como cristal
Pairou no ar por um momento
E gravou-se, por final,
Dentro de seu pensamento

E como a flor que no inverno secou,
seguiu com o vento sua trajetória
Mas a lembrança ficou
Para sempre em sua memória

Mas já não como era antes,
Sua beleza se perdeu
E nada foi como nos instantes
Em que isso percebeu

E agora a estranha canção
Dentro dele tocava descompassada,
seguindo o ritmo de seu coração
que era como uma caixinha de música – quebrada



O lamento do vento
(Mayra Farias da Silva)


Falavam que ele era feliz
Pois era livre para voar
Retrucava: “Isso é que você diz,
A minha sina é caminhar.”

O destino do vento era fluir
Numa falsa liberdade
Mas como era triste prosseguir
Sem nunca alcançar a felicidade

E assim seguia o vento
Em sua eterna lamentação
De um a outro firmamento
De estação a estação

A sua rota ele seguia,
Era a missão que Deus lhe deu
Não descansava, não dormia,
Tinha apenas um sonho, a chamar de seu

Ele queria libertar-se
Para poder ir aonde quiser
Mas só lhe restava resignar-se
E lembrar-se do perfume e voz daquela mulher...

domingo, 27 de janeiro de 2008

Música e poesia - reflexos da alma

Apenas uma música que tem combinado muito com meu estado de espírito atual (com alguns trechos destacados - nesse tom de azul em que escrevo normalmente, porque eu não resisti - frescurite aguda), seguida de uma poesia minha.


Via Láctea
(Legião Urbana - Composição: Dado Villa-lobos/ Renato Russo / Marcelo Bonfá)


Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Mas não me diga isso
Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela parecerá uma lágrima
Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza das coisas com humor

Mas não me diga isso
É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto

Isso passa
Amanhã é um outro dia, não é?
Eu nem sei porque me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mim
E essa febre que não passa

E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado por pensar em mim
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser quem eu sou
Mas não me diga isso

Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim
Não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim.



Elementos
(Mayra Farias da Silva)

Eu não sei...
Não sei quem eu sou...
Sou luz e escuridão,
E quanto mais forte brilha a luz
Mais a escuridão me envolve;
Riso e lágrima, tristeza e alegria.
Sou fogo e água:
Quero arder,
Mas minhas mãos estão frias
Sempre a abrandar as chamas que estão em mim;
Meu peito queima,
Sou um pássaro em uma gaiola de gelo
Que quer voar
Para o ar...
Pois também sou ar,
Quero liberdade!
Estender meus braços na imensidão
E apartá-los num abraço
Pois também há terra em mim...
Terra que anseia
A semente, o cultivo
Terra a ser arada
Para frutificar
E assim
Dar o que tenho de melhor,
Terra que é segurança,
Abrigo e conforto.
Quero tudo e nada tenho...
E nesse anseio,
Tentando unir os elementos que estão em mim,
Preencho o vazio com meu ser
Que nada é,
E me completo,
Num paradoxo infinito
Sendo tudo e nada ao mesmo tempo
Num desejo eterno de felicidade.

"Todo ser humano é um estranho ímpar"

Igual-desigual
(Carlos Drummond de Andrade)

Eu desconfiava:
todas as histórias em quadrinho são iguais.
Todos os filmes norte-americanos são iguais.
Todos os filmes de todos os países são iguais.Todos os best-sellers são iguais.
Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são iguais.
Todos os partidos políticos
são iguais.
Todas as mulheres que andam na moda
são iguais.
Todas as experiências de sexo
são iguais.
Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais
e todos, todos
os poemas em versos livres são enfadonhamente iguais.

Todas as guerras do mundo são iguais.
Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais.
Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as criações da natureza são iguais.
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho oucoisa.
Não é igual a nada.
Todo ser humano é um estranho ímpar.


Assim já dizia Carlos Drummond de Andrade...
E às vezes, dentre todos, acho que o ser humano mais ímpar nesse mundo sou eu.
Tudo que penso, minhas atitudes e sentimentos parecem destoar do resto do mundo. Tudo é oposto, não bate. E isso faz com que me sinta como um alieníngena em meu próprio planeta.
O que só faz com que eu me sinta pior.
Já pensei em mudar e tentar ser diferente, mas não consigo. Estaria indo contra mim mesma. A verdade é que talvez todos estejam certos e eu realmente seja uma pessoa estranha.
Sim, reconheço.
Acho que no mundo em que vivemos, eu certamente não sou normal (ainda que não acredite muito em "normalidade").
Talvez eu seja romãntica demais, sonhadora demais, idealista demais ou apenas idiota demais... talvez eu não seja nada disso. O fato é que não me entendo. Acho que sou uma pessoa confusa, ou só temperalmental, apesar de que não mudo o modo como trato os outros, mas apenas a forma como vejo a mim mesma, e como sinto as coisas.
Uma hora estou absurdamente alegre pra no momento seguinte, ficar melancólica e distante. E quase sempre sem motivos.
Eu digo que sou uma pessoa feliz, não minto.
Eu tenho uma ótima família, tenho amigos que sempre estão do meu lado, moro em uma boa casa, tenho saúde, nunca passei fome na vida e, se não tive tudo que queria, também nada me faltou do que precisava.
Então por quê isso?
É o que me pergunto todos os dias... O que pode ser tão forte a ponto de me fazer sentir tão mal, tão angustiada? "Carência" dirão alguns... sim, talvez seja isso...
Não quero uma pessoa perfeita, mas gostaria sim de alguém do meu lado. Mas não quero um princípe encantado. Já estou bem crescida para saber que contos de fada raramente se realizam e sei que ninguém é perfeito, nem quero isso.
Quero alguém que me complete, nos defeitos e qualidades. Alguém com quem eu possa rir e chorar, passar momentos bons e difícies, alguém pra encarar esse mundo e a vida comigo. Não, não creio que seja idealismo ou idiotice querer isso.
Creio que todos precisamos de alguém assim, alguém que nos abrace e diga que vai dar tudo certo, e mesmo se não der, você fica feliz, por saber que vai ter alguém do seu lado pra recomeçar e reconstruir o que caiu.
Não precisa ser um namorado. Parando pra pensar, eu vi que algumas pessoas estão do meu lado sempre. Minha família, amigos, pessoas que sempre me apoiaram...
Talvez eu apenas esteja passando por uma fase, e logo tudo isso que eu sinto passe.
Mas tenho medo...
Tenho medo, por que sei que nem sempre vai ter alguém do meu lado, por mais que me amem...
Nem sempre vou ter um colo pra onde voltar... e isso assusta... Mesmo essa pessoa especial que ainda não encontrei (ou não percebi que está comigo) não poderá sempre me amparar...
Talvez seja apenas frescura, talvez seja apenas uma fase, talvez seja por quê sou humana, e como tal, não há como não sentir "a eterna angústia de ser", talvez eu esteja apenas crescendo, e esse é um processo dolorido...
Talvez, mas às vezes eu gostaria que fosse diferente, e que ao menos pudesse não pensar tanto nisso, ou fosse capaz de esconder, como muitas pessoas fazem, por quê não pensar é mais fácil, menos doloroso...
Às vezes gostaria de poder gritar, falar abertamente o que sinto, não guardar a mágoa no peito e a voz na garganta... em parte por isso desabafo aqui...
Às vezes queria ser diferente, e não mais chorar na frente da tela de um computador...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Poesias - o retorno

Sempre acabo postanto uma ou outra coisa de minha autoria por aqui, e como podem ver, hoje estou animada para escrever.
Acho que depois dessas semanas sem escrever nada, resolvi recuperar o tempo perdido, então aqui vai mais uma de minhas poesias...


Essência
(Mayra Farias da Silva)


Não sou melhor que ninguém
Porque sou igual a todos.
Sou melhor que qualquer um
Porque sou diferente,
Único,
Par e ímpar ao mesmo tempo.
Não tenho asas mas posso voar,
Basta usar minha imaginação
Que é rápida,
Veloz,
Atravessa qualquer barreira;
Com ela viajo por mil mundos
E vivo mil vidas
A cada instante que passa.
Meus pés andam pelo mundo
Sem nunca parar
Mas fincam raízes
Pelo caminho que percorrem.
Meu corpo é humano
Mas minha alma é imortal.
Posso flutuar,
Mas meu coração é feito de chumbo.
E no fim eu sou só
Eu só
Pó.

E por falar em ano novo...

"Ano novo, vida nova"

Será?
Isso pelo menos é o que sempre dizem nessa época do ano.
Faz pouco mais de uma semana que 2008 começou e ainda não vejo diferença... acho que é normal... até porque, como bem dizem, no novo no Brasil só começa depois do carnaval.
Talvez seja isso. Depois do carnaval voltam as minhas aulas, e a vida começa a entrar nos eixos. Até lá, tento arranjar alguma coisa pa não morrer de tédio nas férias...
Mas enfim, nessa época do ano (na verdade no final, mas como estou atrasada...) todos fazem suas reflexões.
Tentamos ver o que ocorreu de bom no ano que passou e fazer um balanço nas nossas vidas, o que mudou, o que queremos mudar e o que, na nossa opinião, devia durar para sempre.
Eu não sou diferente. E querem saber? Esse foi um ano muito bom!
Sofri? Claro! Sou humana!
Algumas pessoas me magoaram, como tenho certeza que, ainda que sem intenção, eu também devo ter magoado alguém, isso sem contar as diversas vezes em que eu mesma me feri.
Me machuquei e sofri por isso... Chorei, pelo menos pelo tempo necessário. Fiquei de luto para o mundo e me fechei a todos buscando curar minhas feridas, mesmo sabendo que algumas nunca irão cicatrizar completamente...
Chorei... não tenho medo nem vergonha de admitir, mas minhas lágrimas também foram de alegria!
Compartilhei sorrisos e abraços e, se algum dia durante esse ano pude fazer alguém sorrir e se sentir melhor, consigo e com o mundo, então valeu a pena!
Posso ter dito palavras ásperas, mas em meu íntimo, creio que as de compreensão e amizade superaram em grande número estas, e ainda que nem todas minhas atitudes foram louváveis, enho consciência que mesmo errando não foi por querer, e que dei melhor de mim, em tudo e para todos.
Por isso, meu ano foi bom...
Amei, como acredito que devemos amar sempre... sofri com isso, como todos sofrem um dia. Tive meus momentos de mau humor, chorei de frustração, tive crises de tpm...
Sim, tive raiva... e em alguns momentos, tudo que eu queria era sumir do mundo, ou quebrar a cara de alguém. Mas nunca odiei... ódio é algo forte demais, e que dura muito tempo, e no fim, acaba voltando a você mesmo...
Não, espero nunca odiar na vida...
Tive mudanças em minha vida...
Entrei na faculdade, conheci novas pessoas e descobri o quanto sou ignorante em certas coisas...
Tive medo e tive vontade de desistir, mas a força para seguir adiante foi o que sempre me impulsionou, pelo menos quando era necessário, quando eu sabia o que estava em jogo.
Mas, ao mesmo tempo, tive minha força e confiança renovadas, ao perceber que não sou inferior a ninguém e, mesmo que não seja a melhor em tudo (nem desejo isso, pois acaba gerando arrogância), posso sempre ser uma pessoa melhor e dar o máximo de mim.
Aprendi que cair e perder não é sempre uma derrota, e ganhar pode não te deixar mais feliz...
Perdi pessoas que eu amava, e me distanciei de pessoas que outrora considerava amigos...
Mas conheci pessoas novas, tive novas experiências e fiz novas amizades...
Consegui, acima de tudo, manter algumas pessoas do meu lado, pessoas que amo de todo meu coração!
No fim, me considero uma pessoa de sorte, acima de tudo, me considero feliz!
Com ou sem problemas... essa é a vida, e devemos aproveitá-la...

Espero que todos tenham tido um ano tão bom ou até melhor que o meu, e que 2008 seja ainda melhor!


O que eu desejo para você
(Victor Hugo)

Desejo primeiro que você ame, e que amando, também seja amado.E que se não for, seja breve em esquecer. E que esquecendo, não guarde mágoa. Desejo, pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar. Desejo também que tenha amigos, que mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis, e que pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar.E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos.Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas.E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.Desejo depois que você seja útil, mas não insubstituível.E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais, e que sendo maduro, não insista em rejuvenescer e que sendo velho, não se dedique ao desespero.Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste, não o ano todo, mas apenas um dia. Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano. Desejo que você descubra , com o máximo de urgência, acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal porque, assim, você se sentirá bem por nada.Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore. Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga "Isso é meu", só para que fique bem claro quem é o dono de quem.Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você, mas que se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar. Desejo por fim que você sendo homem, tenha uma boa mulher, e que sendo mulher, tenha um bom homem e que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.E se tudo isso acontecer, não tenho mais nada a te desejar.


Depois de um longo e tenebroso inverno... (mesmo que não seja esta estação...)

Sim! Ainda que estejamos longe dele, eu volto, depois de um longo e tenebroso inverno...
É estranho... férias, fim/começo de ano e quando achava que ia dar mais atenção ao que merece, ao meu blog, meus poemas e tudo o mais, faço justamente o contrário...
Mesmo que o objetivo das férias seja se desligar de tudo, acho que levei isso muito à sério, ainda que não fosse minha intenção.
Me deixei dominar, fosse pela preguiça, pelo desânimo ou o que quer que fosse.
Acabei deixando várias idéias de lado e parando pra pensar, vi que já fiz isso com muita coisa: comecei e não terminei, ou desanimei rápido demais.
Percebi que é uma tendência que eu tenho: desanimo rápido.
Será que é simplesmente covardia, será que me deixo dominar pelos meus impulsos ou simplesmente não levo nada à sério?
Não sei. Apesar de ser uma pessoa responsável (e isso eu realmente posso dizer que seja, tenho um senso que me faz ir até o fim de coisas importantes), acabo desistindo de várias coisas no meio do caminho.
Faço projetos que nunca terminam...
Acho que meu problema é falta de foco. Minha mente parece funcionar rápido demais para minhas mãos produzirem o que imaginei. De tantas idéias, me perco e, por querer fazer tudo ao mesmo tempo, e sempre sendo perfeccionista, não faço nada... prefiro isso a fazer algo que me decepcione e no fim, por não ter feito nada,me decepciono do mesmo jeito...
Enfim, sou uma pessoa estranha, e peço desculpas por isso e por ter abandonado o blog por tanto tempo...
Mas estou de volta, tentando me reanimar para este novo ano que começou!